ATTOMICA: A HORA CHEGOU

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Não é exagero nenhum dizer que o quinteto de São José dos Campos, Attomica vive a melhor fase de sua carreira. Dona álbuns clássicos como Attomica, Limits of Insanity e Disturbing the Noise, a banda sabe-se lá porque não conseguiu atingir o status de grupos como o Sepultura. Após um período no limbo, chegaram a se reunir e lançar o álbum Back And Alive, cujo problema não se restringia ao repertório, mas sim na mudança de gráfia do nome da banda, que teve apenas um T e outro logotipo.

Depois do pequeno equívoco, a banda encontra uma nova formação. Os remanescentes André Rod e JP encontraram em Alex Rangel (voz), Amadeus (guitarra) e  Friggi Mad Beats (bateria, Chaos Synopsys) e juntos lançaram Attomica IV, que sem fazer menção ao passado, marca um novo e promissor futuro a banda. Hoje composta por Alex, JP, André, Mad Beats e o novo guitarrista Jonas Kaggio vivem um momento especial. A ótima repercussão do trabalho gerou diversas apresentações no Brasil e exterior, além do relançamento dos primeiros discos no velho mundo.

Nessa entrevista, JP comentou desses assuntos e muito mais!

Confiram:

Por João Messias Jr.

THE ROCKER: Vamos começar perguntando do novo trabalho. O que estão achando da repercussão e divulgação?

JP Francis: Ficamos entusiasmados com a receptividade ao novo álbum! A galera curtiu muito as novas composições, e inclusive muitos falam que é um dos melhores trabalhos da banda.

Quanto à divulgação, acho que poderia ser feito um trabalho mais consistente, mas isso depende da gravadora e não apenas da banda.

THE ROCKER: Em algum momento, vocês ficaram apreensivos com uma possível reação negativa dos fãs em relação ao disco?

JP: Em nenhum momento pensamos em reação negativa por parte dos fãs! Primeiro porque as músicas agradaram a todos da banda, e durante os ensaios, quem tinha acesso também estava curtindo. Nós acreditamos no que estamos fazendo, e isso é o mais importante.

THE ROCKER: A capa faz uma alusão ao debut, com o uso das cores preto e laranja. Essa lembrança foi proposital?

JP: Sim!!! Queríamos algo simples e direto! E também manter o logo que marcou a carreira do Attomica!!!

THE ROCKER: O CD foi lançado pela Oversonic Music. O que os motivaram na procura da gravadora e o que estão achando do resultado?

JP:  A Oversonic music fica em nossa cidade, o que facilita todo o processo de gravação. Os irmãos Alba são extremamente profissionais e procuram executar o trabalho da melhor maneira possível. Acho que o resultado está sendo positivo e tende a melhorar no próximo álbum.

THE ROCKER:  Outro parceiro nessa retomada é com a R & F Divulgações. Como estão os trabalhos e como funciona essa parceria?

JP: A R&F Divulgações está sendo uma grande parceira da banda em todos os sentidos. Vale lembrar o profissionalismo em relação à tour norte americana e alguns shows pelo Brasil. O Rone é um grande brother desde os tempos do Debut. Parabéns à R&F!!!!

THE ROCKER: Quais músicas do trabalho vocês estão executando nos shows?

JP: Praticamente todas, mas com exceção de Amen (instrumental)

THE ROCKER: Attomica 4 marca a estréia do vocalista Alex Rangel, mantendo a tradição de uma nova voz a cada trabalho de estúdio. Como chegaram ao cantor e o que acharam de seu desempenho no disco?

JP: Achei que o Alex mandou muito bem !!! É o vocal que a banda queria! Além de cantar muito, é uma ótima pessoa! Eu conheci o Alex quando saí para beber e o vi cantando em uma banda de covers. Gostei de seu visual e performance no palco. Falei com ele que ainda faria uma banda com ele, o que acabou acontecendo!

THE ROCKER: Vamos falar das músicas agora. Wanted possui algumas partes que lembra Kashmir (Led Zeppelin). Foi proposital?

JP: Sério? (risos). Não foi proposital. Acho que a pegada lembrou o Led. Isso para mim é um orgulho! Sou fã da banda e na faculdade eu tinha o apelido de Jimmy Page!!! Adorei a pergunta cara!

THE ROCKER: Já Yakuza, Night Killer e Black Death por serem fortes e intensas, devem soar letais ao vivo. Quais dessas faixas tocam nos shows e o que a galera tem achado delas?

JP: Tocamos todas essas, pois são fortes e passam grande energia para o público! Pudemos notar isso desde a primeira vez em que foram executadas. Agora já fazem parte do repertório e  são pedidas pelos fãs!

THE ROCKER: Falando em apresentações, recentemente a banda tocou nos Estados Unidos. Como surgiu a oportunidade de fazerem essas apresentações, e quais as diferenças que viram na cena da terra de Barack Obama e a nossa?

JP: Fomos convidados pelos organizadores do SXSW e ficamos muito felizes com a oportunidade de divulgar nosso trabalho nos EUA. Junto a isso pintou a tour mexicana, que foi uma das melhores já feitas pelo Attomica.

O público lá fora é insano e conhecia nosso trabalho. Valeu muito! Mando um grande abraço aos nossos fãns americanos e mexicanos !Esperamos retornar em breve!

THE ROCKER: Fazendo uma comparação dos discos de estúdio da banda, no que vocês acham que Attomica 4 tem de melhor que os primeiros discos?

JP: Acho que não tem essa de melhor. O 4 é um trabalho atual e mostra esta nova fase da banda. Ele foi melhor gravado e a execução foi bem precisa, o que dá uma grande diferença. As experiências obtidas com os outros trabalhos contribuiram para o amadurecimento da banda

THE ROCKER: Hoje a banda conta com uma nova formação, que apresenta além dos originais J.P. (guitarra) e André Rod (baixo), os “novatos” Friggi Mad Beats (bateria), Jonas Kaggio (guitarra) e o já citado Alex Rangel. O que estão achando desse novo line-up e qual a força deste nos palcos e na convivência diária?

JP: Acho que essa é uma das melhores formações do Attomica, sem desmerecer as demais!!! Esse grupo tem uma ótima química, o que faz com que as apresentações e a convivência na estrada sejam muito boas!

THE ROCKER: Falando em exterior, a Old School Records promoveu o relançamento dos primeiros discos da banda. O que estão achando da oportunidade de levarem o som da banda para outros territórios?

JP: Estamos curtindo muito o lançamento da discografia da Banda por toda a Europa começando pela Polônia, que é a casa da gravadora. Eles fizeram um ótimo trabalho gráfico e também colocaram alguma gravações raras como a demo Children's Assassins de 1986!

Algumas cópias serão distribuídas no Brasil e certamente agradarão aos fãs colecionadores.

THE ROCKER: Para encerrar, vou citar algumas coisas que ocorreram na carreira da banda e queria a opinião de vocês a elas: M.O.A., mudanças de formação, Back and Alive, a extração de “T” do nome da banda e público em shows Underground.

JP:

      M.O.A.: Infelizmente faltou profissionalismo.

      Mudanças de formação:  Ocorrem em qualquer banda, e muitas vezes são para melhor

      Back and Alive:  Registrou uma fase, uma reunião, um momento

      A extração de um “T” do nome:  Um engano que já foi sanado!

      Público em shows Underground: Agradeço a todos os que compareceram aos nossas apresentações, valeu galera!

THE ROCKER: Muito obrigado pela entrevista. Deixem uma mensagem aos leitores desta publicação.

JP: Nos vemos na estrada !!! Muito sexo drogas e Rock 'n 'Roll

www.attomica.com.br

www.rfdivulgacoes.com

Sobre o autor: Joao Messias Jr.

João Messias Jr., ouve rock há mais de 20 anos e neste período criou os fanzines Clepsidra, Da Pacem Domine e New Horizons, este último existe hoje apenas na internet. Além do New Horizons, possui publicações veiculadas em portais como Undersound, Rock Post, Die Fight e Roadie Crew.


+ informações
email: joaomessias@teleobjetiva.com.br
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