GOTTHARD: EUFORIA E DEPRESSÃO

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“Lipservice, álbum de 2005 leva os ouvintes da alegria a tristeza em sua audição”

Por João Messias Jr.

Sentimentos ao mesmo tempo distantes e próximos. E uma das formas que podemos “aproximar” essas sensações é com a música. Ela, dentre seus diversos estilos, tem o rock, em especial o hard, pois a mescla de baladas e músicas rápidas/pesadas fazem o ouvinte mudar de estado de espírito num piscar de olhos.

Após a reflexão, faltava escolher o disco. Dentre algumas opções, o trabalho escolhido foi Lipservice, da banda suíça Gotthard. Lançado em 2005, esse é o sétimo trabalho do quinteto que era formado na época por Steve Lee (voz, já falecido), Leo Leoni e Freddy Scherer (guitarras), Marc Lynn (baixo), Hena Habegger (bateria) e como um disco característico do estilo, mescla canções agitadas a outras emocionais.

A euforia começa com a trinca All We Are, Dream On e Lift U Up, que levanta qualquer um que seja fã de música. Everything I Want é a primeira balada, e sua linha sentimental quebra a trinca inicial. Só que isso não é ruim, pelo menos aqui, pois tudo é muito bem feito e parece que o trabalho foi concebido com essa intenção: dar os dois lados para o ouvinte.

E esse contraste se torna o maior atrativo aqui. Cupid s Arrow possui uma levada empolgante, que te faz pegar a colher de fazer arroz e usá-la como microfone ou guitarra. Já I Wonder é uma balada que nos remete aos bons tempos do Whitesnake. I’m Alive deixa o ouvinte alegrinho novamente e I’ve Seen an Angel Cry nos faz voltar a crer que nem apenas de alegria vive o mundo. Ao contrário da maioria dos discos, esse “recheio” conta com músicas mais poderosas que as de abertura.

Após essas faixas o disco vive seu melhor momento com as contagiantes Stay for the Night, Anytime Anywhere, Said and Done, que graças a sua influência do rock dos anos 50/60 nos fazem dançar, cantar e chorar de emoção.

A melancolia volta com Nothing Left at All, que é conduzida pelo teclado do convidado Nicolo Fragile. Essa canção possui um ritmo interessante, que nos faz acompanhar sua letra no encarte. O “encerramento” vem à acústica e intimista,And then Goodbye, cuja interpretação de Steve se torna o ponto alto desta.

Esse seria o encerramento da versão regular do trabalho, mas esta possui alguns bônus. Mas aí está o maior problema do disco, pois a exceção de Can’t Stop, temos quatro versões para Lift U Up, o que dá uma broxada ao ouvir. Um conselho: após And then Goodbye aperte o stop do seu aparelho.

Enfim, um clássico de uma banda que reacendeu a chama dos fãs do hard rock e se achar em alguma loja de CDs, não hesite, compre.

Só não recomendo ouvir as baladas se estiver com os famosos “problemas do coração”. Então, sejam prudentes!

 

Sobre o autor: Joao Messias Jr.

João Messias Jr., ouve rock há mais de 20 anos e neste período criou os fanzines Clepsidra, Da Pacem Domine e New Horizons, este último existe hoje apenas na internet. Além do New Horizons, possui publicações veiculadas em portais como Undersound, Rock Post, Die Fight e Roadie Crew.


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email: joaomessias@teleobjetiva.com.br
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