Kapa crucis - mistura bem dosada (entrevista)

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Mesclando Hard, Progressivo e Southern Rock, o quarteto Kappa Crucis - Divulgação formado atualmente por Fábio Doria (Bateria/Backing Vocal), Gerson Fischer (Guitarra/Vocal), R. Tramontim (Baixo) e A. Stefanovich (Teclados), a banda se prepara para lançar o sucessor do debut Jewel Box e nos conta dos preparativos do novo trabalho, influências e muito mais! Confiram a entrevista feita com Gerson Fischer e Fábio Dória!

 


THE ROCKER: Olá amigos! Vamos começar perguntando sobre o debut Jewel Box, lançado em 2009. Passados três anos de seu lançamento, como vocês avaliam a sua repercussão?

 


 





Fábio Dória: Salve! A repercussão de Jewel Box foi muito boa em se tratando de imprensa especializada. E isso é gratificante. Quanto ao público, também tivemos uma boa procura e bons comentários, tanto de quem já ouve nosso estilo, passando por outros, até chegar em quem não ouve somente rock. Quanto as vendas, considerando que hoje existe uma cultura de downloads gratuitos, que muitas vezes é usada contra o próprio ouvinte, pois tudo ficou muito fácil de se conseguir, acho que está dentro do previsto. Foi uma boa repercussão de maneira geral. Gerson FischerConsiderando também que o álbum foi feito e divulgado de maneira independente, numa época em que existe uma infinidade de bandas, está dentro do esperado. A maior satisfação para nós é o fato de que a maioria das pessoas que ouviram o disco gostaram.

 


THE ROCKER: Vocês fazem uma mistura interessante de Hard Rock, Southern Rock e Progressivo. Como surgiu a idéia de fazer este tipo de som e quais bandas nestes estilo que mais gostam e servem de referência para o seu trabalho?

 


Gerson Fischer: Não teve uma idéia pré-estabelecida. O nosso tipo de som surgiu naturalmente de acordo com aquilo que gostávamos de tocar. As influências da banda são várias: Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin, Jethro Tull, Uriah Heep,Kansas, Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers, Grand Funk Railroad e por aí vai.

 


Fábio DóriaNão me lembro de termos conversado de qual seria a fórmula do som ou que linha seguir quando começamos a compor. As composições e os arranjos foram naturalmente desenvolvidos até o momento em que havia algo a ser transmitido nas músicas, como algum sentimento. Nossas referências servem como bons exemplos de excelentes bandas que são. Talvez isso acabe influenciando na medida que são informações que existem em nossas mentes. Mas quando compomos, não falamos que temos que soar parecido com essa ou com aquela banda. THE ROCKER: Agora vamos perguntar sobre o disco novo, que possui previsão de lançamento ainda para esse semestre, o que vocês podem adiantar sobre o conceito sonoro e que se possível, citem alguns sons que serão os carros chefe do trabalho?

 


Gerson Fischer: A sonoridade da banda será a mesma. Analisando as novas músicas, sentimos que o som está mais decidido, mais espontâneo. Quanto as músicas carro-chefe, é meio difícil e cedo para responder quais serão.

 


Fábio DóriaAssim como fizemos em Jewel Box, não fazemos agora uma ou duas músicas pensando em ser carros chefe, completando o álbum com outras somente para preencher o que é necessário em matéria de quantidade. Tratamos com o mesmo interesse todas as nossas músicas. Claro que existe um mercado estabelecido nesse sentido, de que deve haver músicas de trabalho, de divulgação, etc.. Para nós, como criadores, fica difícil escolher entre nossas criações. Mas ainda vamos tentar fazer isso.

 


THE ROCKER: E como ferramenta de promoção ao disco que está por sair, vocês estão registrando as etapas das gravações e disponibilizando via Facebook. Por que vocês resolveram divulgar estas cenas e qual a importância das Redes Sociais para uma banda independente?

 


Fábio Dória: A internet está aí e não há como negar. Temos uma pessoa que cuida hoje de nossas redes sociais e ela nos mostrou que a divulgação na internet é importante. As redes sociais são um mecanismo de aproximação com quem se interessa por nós. As pessoas tem um contato mais intenso com a banda e não apenas com o disco quando ele é lançado. Temos divulgado fotos, vídeos, notícias e pequenos relatórios de nossas gravações.

 


Gerson FischerO que temos de vídeos nas redes sociais são pequenas cenas que resolvemos divulgar com o propósito de mostrar que não estamos estagnados e que estamos trabalhando. Numa época em que temos que dividir o espaço com um monte de bandas, além da febre de bandas covers, a Internet tem sido uma solução e uma ferramenta indispensável no que diz respeito à divulgação da banda.

 


THE ROCKER: A história da banda possui contornos interessantes, [caption id="attachment_289" align="alignright" width="150" caption="Capa do álbum Jewel Box: Divulgação"]Capa do álbum Jewel Box: Divulgação[/caption] como vocês serem uma das poucas bandas de rock do município de Apiaí, em São Paulo. Como é serem praticamente uma das referências do Rock em sua região?

 


Fábio Dória: Somos a única banda de rock na cidade no momento. Há outras que começam e param, outras que estão iniciando, etc. Nunca parei para pensar em termos de referência regional. Nem posso dizer se somos. Isso é uma situação que deve ser medida de fora para dentro, pelas pessoas que não fazem parte da banda.

 


Gerson FischerAo mesmo tempo em que é legal ser a única banda da cidade, também é chato. O ideal seria que houvesse mais bandas para compatilhar e curtir rock n' roll na nossa cidade e até na nossa região. Mas estamos fazendo nossa parte.

 


THE ROCKER: E já que comentamos de Apiaí, conte-nos um pouco de como é a cidade para quem gosta de Rock Pesado, se possui lojas especializadas, bares, casas de shows, etc.

 


Gerson FischerApiaí é uma cidade pequena, rolam alguns festivais de rock de vez em quando, não tem casa de shows, bares especializados ou lojas específicas de rock pesado Os poucos roqueiros que aqui vivem se reúnem em bares comuns, casa de amigos ou churrascos. Inclusive muitos deles são fãs do Kappa Crucis e vão aos nossos shows. Apiaí é um lugar ideal para quem curte Led Zeppelin III, natureza e sossego.

 


Fábio DóriaApiaí é uma típica cidade do interior. Excelente para se viver. Uma movimentação maior relacionada a rock pesado está ligada a momentos específicos como festivais e shows.

 


THE ROCKER: E outro episódio que merece ser citado aqui é a participação da banda no VII Orquídea Rock Festival em Santa Catarina em dezembro de 2011. Como surgiu o contato e como os rockers e bangers reagiram ao som de vocês?

 


Fábio Dória: Sempre procuro me informar sobre as bandas, os shows e os festivais do Brasil. Fizemos contato com a organização e eles já nos conheciam e fizeram o convite. No momento de nossa apresentação grande parte do público estava meio disperso pela fazenda onde rolou o festival, pois houve um intervalo muito grande entre a banda anterior e nós, além do fato de muita gente já estar cansada pela maratona que já durava cerca de 24 horas. As pessoas que compareceram em nossa apresentação se mostraram bem interessadas em nossa banda e fomos bem recebidos por elas. Foi muito bom e agradecemos a oportunidade. Triste foi constatar lá também um interesse cada vez maior de parte do público por bandas cover ou bandas que tocam muitas covers em seu shows.

 


THE ROCKER: Para encerrar, vou citar dois supergrupos que tem como mentores músicos "das antigas" e queria a opinião de vocês sobre eles: Chickenfoot e Black Country Communion.

 


Chickenfoot: Gerson Fischer: Até que é legal, mas mais legal ainda é Sammy Hagar e Michael Anthony no Van Halen.

 


Fábio Dória: São músicos que tem estrada e respeito suas histórias. Não conheço bem o trabalho do Chickenfoot e por isso não posso opinar.

 


Black Country Communion:

 


Fábio Dória: Glenn Hugues & Cia. Ainda não tive a oportunidade de formar uma opinião também.

 


Gerson Fischer: Boa banda. Glenn Hughes está cantando muito. E o legal é que está soando como uma banda e não apenas como um projeto solo dele. Mas ainda prefiro ouvir "Burn" e "Stormbringer" vocês sabem de quem.

 


THE ROCKER: Muito obrigado pela entrevista! O espaço é de vocês!

 


Gerson Fischer: Muito obrigado pelo espaço. Desejamos a todos os leitores muita paz, rock n' roll e consciência.

 


Fábio Dória: Agradeço a oportunidade de conversar com vocês e pelo espaço que estão nos cedendo. Paz, Saúde e Conhecimento!

 

Sobre o autor: Joao Messias Jr.

João Messias Jr., ouve rock há mais de 20 anos e neste período criou os fanzines Clepsidra, Da Pacem Domine e New Horizons, este último existe hoje apenas na internet. Além do New Horizons, possui publicações veiculadas em portais como Undersound, Rock Post, Die Fight e Roadie Crew.


+ informações
email: joaomessias@teleobjetiva.com.br
Sobre a TeleObjetiva

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