Recordando 2011 - Albuns Internacionais

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Dando continuidade a nossa retrospectiva, nesta semana estaremos comentando os melhores álbuns internacionais de 2011, onde a variação de estilos musicais marcou a escolha dos trabalhos e nesta semana teremos reviews das bandas Onslaught, Mayan, Mr. Big, Chickenfoot e Evergrey. Vamos às resenhas: 

 

Onslaught – Sounds Of Violence Die Hard, Rock Brigade, Voice Music, Rock Machine – Nac Se formos analisar apenas pelo som, podemos dizer que foi uma das voltas mais triunfantes, pois os caras souberam recriar a sua música, deixando-a ainda mais maléfica e poderosa! Continuando a linha musical do ótimo Killing Peace, o quinteto não economizou no peso, nas variações e na brutalidade, fazendo um ótimo álbum de Thrash, que não deve nada aos de nomes consagrados como Slayer, Exodus e Testament, só para dizer alguns. Só que o que deixa o som dos caras único é o vocalista Sy Keeler, pois agora adotando uma linha mais agressiva e variada, alternando vozes mais rasgadas e alguns guturais, transformou músicas como a faixa título, Born For War em novos clássicos do estilo. 

E não para só nessas, pois Code Black, Rest In PIeces (com vocais que remetem a fase dos anos 80) e a fantástica versão para Bomber (Motorhead) mostra como um disco de Thrash deve ser: pesado, brutal, bem executado e uma ótima gravação! Dos lançamentos extremos foi o melhor com toda a certeza! E para quem teve a felicidade de ter comparecido nos shows que a banda fez por aqui esse ano pode ver que a mesma eficiência do estúdio está presente nos palcos. www.onslaughtfromhell.com 

 

Mayan – Quarterpast Hellion – Nac Mega projeto que tem músicos de bandas como Epica, Delain, Metaliun, After Forever , entre outros, vai numa linha um pouco diferente das bandas citadas, pois aposta num som mais brutal e denso, tendo uma característica bem progressiva. Só que a banda achou um grande diferencial para não cair na monotonia: além dos vocais guturais de Mark, a banda tem a participação das divas Simone Simmons (Épica), Floor Jansen (Revamp, ex After Forever), Laura Macri e do vocalista Henning Basse (Sons Of Seasons e ex Metalliun), que com suas vocalizações dão um contraste interessante ao trabalho, soando bem vanguardista. Num primeiro momento, Quarterpast pode soar estranho até para os fãs das bandas acima, pois o som é muito mais agressivo e não tem aquelas levadas mais comerciais, aqui os caras apostaram na brutalidade, com um grande trabalho de bateria e guitarras beirando o Black Metal em muitas partes. Por ser bem regular e as músicas não serem tão diferentes entre si, ele merece ser ouvido por inteiro, até para ser compreendido de melhor forma, mas se você não o tem é quer dar uma conferida antes de comprar, ouça Symphony Of Aggression e War On Terror que sintetizam bem este trabalho. Uma grata surpresa que vale ser conferida! www.mayanofficial.com 

 

Mr. Big – What If Radar – NacUma volta muito aguardada pelos fãs de Hard Rock! Apesar de terem lançado dois ótimos álbuns com o guitarrista Richie Kotzen (ex Poison e que hoje está em carreira solo), o sonho de muitos era ver a banda com a formação original, e isso se tornou realidade! Eric Martin (Vocal), Paul Gilbert (Guitarra), Billy Sheehan (Baixo) e Pat Torpey (Bateria) estão juntos e essa volta deu tão certo que a banda soltou um trabalho de inéditas, What If , que é um excelente trabalho de retorno, mas ... ... Mesmo com elementos dos quatro primeiros álbuns do grupo, ele pode desagradar aqueles que curtem Hard Rock, pois o trabalho tem muitos elementos do Classic Rock e a veia mais Rock And Roll do primeiro álbum deles, de 1989. E isso é ruim? De forma nenhuma! Aconselho a comprar ligar o som e se deliciar em pérolas como Undertow, American Beauty, Once Upon A Time, As Far As I Can See e Unforgiven, que são diversão garantida, além de mostrar que os caras ainda mandam muito bem! Claro, como seguem a risca, os caras fizeram duas baladas matadoras: Stranger In My Life e All The Way Up, ambas com uma brilhante atuação de Eric Martin, que merece uma estátua em todos os bares de Hard Rock, por saber cantar esse tipo de música como poucos, que farão os hoje trintões lembrarem dos bons tempos e saber que ainda é possível curtir uma fossa ouvindo sua banda favorita (risos)! Apesar de ter a esperança de ver o quarteto fazendo um trabalho mais voltado para o Hard, What If é excelente e é melhor do que muitos trabalhos de retorno que estão acontecendo por ai! www.mrbigsite.com 

 

Chickenfoot – III Hellion - Nac Uma brincadeira que acabou dando certo! Pois apartir de algumas jams, músicos consagrados como o vocalista Sammy Hagar (ex Van Halen), o guitarrista Joe Satriani, o baixista Michael Anthony (ex Van Halen) e o baterista Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) que ao invés de curtirem a sua fama ou se concentrarem apenas em suas bandas principais, nos brindaram com uma banda muito, mas muito legal! Depois do debut e de um DVD ao vivo, a banda lançou no ano passado III, que mostra um maior aprimoramento da sua proposta musical, talvez pelo maior entrosamento do quarteto, apresenta algumas passagens mais Hard Rock, groove e riffs e melodias interessantes de Satriani, que ao contrário do que muitos pensam é um músico "de grupo" sim! Mas o segredo aqui está nas vocalizações de Sammy Hagar e nos vocais de apoio de Michael Anthony, que são inspiradíssimas e levam as músicas a outro patamar, como na alto astral Alright Alright, Last Temptation, a irresistível Different Devil, a pesada Up Next, Dubai Blues e as melancólicas Come Closer e Something's Gone Wrong, que apesar de soarem bem diferentes da postura da banda, não deixam a peteca cair! E além da competência musical, temos uma dose de criatividade, pois III tem todo o trabalho gráfico (capa, encarte, fotos) em formato 3D o que agrega muito no produto como um todo! Simples, divertido e criativo, como um bom disco deve ser! www.chickenfoot.us

 

Evergrey – Glorious Collision Hellion – Nac Depois do ótimo Recreation Day, a banda nunca mais conseguiu fazer álbuns tão brilhantes e especiais. E estava na hora de fazer algo para recuperar a magia que havia se perdido. E após o Torn, a banda mudou radicalmente a formação, restando apenas Tom S. Englund (Vocal/Guitarra) e Richard Zander (Teclado). Para esta nova fase a banda recrutou o guitarrista Marcus Jidell, o baixista Jonann Niemann e o baterista Hannes Van Dahl. Se a banda não recuperou o brilho de outros tempos, pelo menos mostra que está voltando aos trilhos. Glorious Collision mostra algumas mudanças no som, pois apesar de manter o clima sombrio e pesado, vem com muitas passagens Hard e Pop que nos fazem lembrar do injustiçado Monday Morning Apocalypse (2006), com ótimas canções como a abertura Leave It Behind Us, que cujos riffs iniciais lembram Creatures Of The Night do Kiss, Wrong, Frozen, Restoring The Loss, Free, Fit To The Mold e a pesadíssima In Drowing Alone. Embora seja clichê dizer isso, mas o melhor ficou para o final: And This Distance, que conta com uma vocalização inspiradíssima de Carina Englund que nos faz lembrar da "diva" Ann Wilson (Heart), que emociona mesmo, num dos casos raros que os bônus são tão bons quanto as músicas regulares do CD. Um grande recomeço para a banda, que pelo que foi apresentado aqui tem tudo para recuperar o terreno perdido. www.evergrey.net 

Para encerrar nossa retrospectiva com chave de ouro, na próxima semana, os melhores DVD'S!

Sobre o autor: Joao Messias Jr.

João Messias Jr., ouve rock há mais de 20 anos e neste período criou os fanzines Clepsidra, Da Pacem Domine e New Horizons, este último existe hoje apenas na internet. Além do New Horizons, possui publicações veiculadas em portais como Undersound, Rock Post, Die Fight e Roadie Crew.


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email: joaomessias@teleobjetiva.com.br
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